Carol vai hoje a meia noite pra Saõ Paulo com a turma do curso de Design pra visitar a Bienal, Masp e Mam. Viagem de ônibus fretado, super barata (preço de ida e volta menor que o preço de uma passagem de ida pra Sampa em um ônibus de linha).
Vão em turma, com a companhia de um professor (mais adiante falo disso), com uma agenda cultural bacana e um preço acessível. Mesmo assim algumas colegas da Xu não vão e ela me contou abismada que é por que "os pais não deixam".
Mas não deixam por que?
Analisamos os fatos, conversamos sbre o assunto, ela relatou o que observou no contato com as amigas e acabou concluindo: eles não deixam somente para exercer a própria autoridade. "Não vai porque eu não deixo e pronto." Sem margem a explicações.
Ahh, como eu conheço isso...
Sou uma mãe de muito poucos nãos. Quando solicitada, pra qualquer que seja a coisa, eu penso primeiro se existe alguma possibilidade daquilo ser um sim. Eu busco primeiro o sim. O não vem da impossibilidade total e absoluta.
Mas eu observo, diante desse quadro da viagem da Xu, que ainda existem pais que proibem somente pelo ato de proibir. Sem fundamentação consistente alguma, somente com o intuito de afirmar sua autoridade.
Minha autoridade vai muito bem, obrigada, não tenho necessidade nenhuma de reafirmá-la. Pelo contrário, como meus não são escassos e muito bem pensados, não tem choro nem vela que faça com que um deles se transforme num sim. Sem querer, sem propósito definido, firmei posição e território.
Quanto à companhia do professor na dita viagem, pra mim seria perfeitamente dispensável. Os cuidados e precauções a protegerem minha filha de 18 anos passa ao largo do fato de ter a companhia de alguém mais velho. Nossos mecanismos são outros, estão sendo plenamente exercidos e me sinto muito segura com eles.
Mas não deixo de pensar num caso desses: sou minoria nisso também? Catzo....